SP vacina profissionais da linha de frente nesta segunda-feira (18)

Doses começam a ser enviadas a todo o estado, com prioridade a hospitais escola que mais recebem casos da doença.

Profissional de saúde é vacinada em São Paulo (Foto: DIVULGAÇÃO)

A vacinação de profissionais que atuam na linha de frente do combate à covid-19 começa nesta segunda-feira (18) de São Paulo nos seis hospitais-escola com maior volume de pacientes com a doença em todo o estado.

O plano logístico para aplicação de vacina distribui doses inicialmente aos hospitais das Clínicas de São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Botucatu, Marília e o hospital de base de São José do Rio Preto, informou o governo em entrevista coletiva no domingo (17), dia da primeira vacinação contra o novo coronavírus do país, no HC de SP.

Após o abastecimento dos primeiros, hospitais, toda a rede passa a receber as doses. Na sequencia distribuição pra abastecimento da rede. Haverá uma entrega direta de imunizantes aos 200 maiores municípios do estado. Os outros 445 farão a retirada em 25 unidades regionais de distribuição do governo. O objetivo é que ao longo da semana toda a rede tenha começado a vacinar, prioritariamente quem atua na linha de frente contra a pandemia, segundo o secretário executivo da Saúde, Eduardo Ribeiro.

Cada profissional de saúde receberá duas doses da vacina do Butantan, com intervalo de 21 dias entre cada aplicação, conforme prevê o Plano Estadual de Imunização (PEI).

Capital

A expectativa é que que 30 mil profissionais de saúde do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP sejam vacinados nesta primeira etapa da campanha de vacinação contra covid-19 no estado.

A imunização das equipes começa num espaço de 1000 m² do Centro de Convenções Rebouças, ao lado do complexo hospitalar. O local receberá 30 estações de vacinação, que funcionarão 12 horas por dia, das 7h às 19h a partir desta segunda. Para evitar aglomerações, os profissionais serão convocados em horários pré-agendados.

A estrutura contará com mais de mil postos de trabalho para turnos de voluntários, entre enfermeiros, auxiliares de enfermagem, médicos, além de funcionários da área administrativa que atuarão no cadastramento e aplicação da vacina. “Além de proteger contra a doença, a vacina é também uma injeção de ânimo e esperança para eles e para todos nós, brasileiros”, afirma o presidente do conselho deliberativo do HCFMUSP, Professor Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho.

Primeira dose

A primeira dose da vacina contra a covid-19 foi aplicada em uma enfermeira que trabalha no hospital Emílio Ribas, logo após a aprovação da CoronaVac pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). primeira pessoa vacinada no país é a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, moradora de Itaquera, com perfil de alto risco para complicações da covid-19.

Na coletiva, Mônica mandou um recado à população. “Não tenham medo. É a grande chance que a gente tem de salvar vidas”, afirmou, em entrevista coletiva do governo de São Paulo logo após ser vacinada.

Segundo o governador João Doria, mais de uma centena de profissionais do HC já foram vacinados no domingo, logo após a aplicação da primeira dose.

Do total de 5.994.576 doses da CoronaVac produzidas no Instituto Butantan, serão enviadas 4.636.936 ao Ministério da Saúde para aplicação em todo o país e ficam em São Paulo 1.357.640. Segundo o governo de São Paulo, os números foram fornecidos na tarde deste domingo pela secretaria de Atenção à Saúde do ministério.

Enfermeira é vacinada em SP (Foto: Divulgação/Governo de São Paulo)

*R7.com

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