Laudo aponta que bebê jogado pela mãe de janela morreu por asfixia

Presa em flagrante, a jovem de 20 anos está internada, mas a Justiça concedeu alvará de soltura a ela, que vai responder pelo crime em liberdade.

Família de jovem suspeita deixou o condomínio levando uma mala (Foto: Reprodução/Record TV)

Família de jovem suspeita deixou o condomínio levando uma mala (Foto: Reprodução/Record TV)

O exame do IML (Instituto Médico Legal) indicou que o bebê recém-nascido jogado pela janela de um apartamento em Praia Grande, no litoral de São Paulo, nasceu vivo, mas morreu por asfixia. A Polícia Civil ainda aguarda outros laudos para entender a causa da morte. As informações são da Record TV.

A mãe da criança, de 20 anos, foi presa em flagrante e está internada no hospital Irmã Dulce de Praia Grande. Na sexta-feira (19), a Justiça concedeu um alvará de soltura para a jovem, que poderá responder em liberdade assim que tiver alta médica.

“Segundo o relato dela, ela não sabia da gravidez, foi ao banheiro porque estava passando mal, entrou em trabalho de parto e deu à luz. Ela tinha muito medo que a mãe viesse a descobrir a gravidez”, afirmou a delegada Lyvia Bonella.

À polícia, a mãe do bebê disse não saber se o filho nasceu vivo ou morto. A delegada aguarda outros laudos, entre eles o exame psiquiátrico solicitado para a mãe. O objetivo é saber se ela agiu por estar no puerpéreo, o que configuraria infanticídio, ou se ela vai responder por homicídio.

Os moradores do edifício ficaram chocados com a história. Por causa da repercussão do caso e pela segurança da mãe, a alta médica não será informada. A família da suspeita deixou o condomínio levando uma mala. Ela morava no apartamento, que fica no segundo andar, com a mãe, a irmã e o filho que já tinha de 1 ano e 4 meses.

Com a divulgação de que o bebê morreu por asfixia, é provável que a família não volte ao condomínio.

Caso ocorreu em um condomínio na Vila Caiçara, em Praia Grande (SP) — Foto: Reprodução/Praia Grande Mil Grau
Caso ocorreu em um condomínio na Vila Caiçara, em Praia Grande (SP) — Foto: Reprodução/Praia Grande Mil Grau

O caso

A mãe jogou o filho recém-nascido pela janela do apartamento na quinta-feira (18). O bebê foi encontrado por uma vizinha dentro de um saco preto em meio ao lixo do condomínio. Perto da lixeira, os policiais viram que havia uma poça de sangue que traçava um caminho até o mezanino do prédio.

Segundo a polícia, a garota teve o filho em casa e o jogou pela janela do segundo andar do prédio, que fica na rua Jamil Issa.

A Polícia Militar foi acionada pelo zelador do prédio. Os policiais chegaram até o apartamento da jovem, onde sua mãe recebeu os oficiais. Ela repreendeu a menina e disse que já desconfiava da gravidez.

A jovem disse à polícia que não sabia da gravidez e que tinha sofrido um aborto espontâneo após ter ingerido um medicamento. Ela disse que não sabia o que fazer com o feto e que estava com medo da reação da mãe. Por isso, colocou o bebê dentro de um saco e jogou pela janela. Porém, ele caiu no mezanino do prédio. Então ela desceu pelo elevador de serviço e arrastou o saco até a lixeira.

O corpo da vítima foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal). Os exames necroscópicos comprovarão a causa da morte.

A mãe do bebê foi levada por uma viatura do SAMU para o Hospital Irmã Dulce da Praia Grande, onde ficou internada sob escolta policial.

O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande, como infanticídio. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública destacou que a jovem de 20 anos foi presa em flagrante. A Delegacia de Defesa da Mulher do município solicitou à Justiça a conversão do flagrante em prisão preventiva.

Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que uma equipe do Samu atendeu uma ocorrência no bairro Caiçara de um bebê recém nascido que foi encontrado em uma lixeira de um prédio. Os profissionais chegaram ao local, mas o recém nascido foi encontrado sem vida.

Mulher teria jogado a criança do 2º andar de um prédio — Foto: Reprodução/Praia Grande Mil Grau
Mulher teria jogado a criança do 2º andar de um prédio — Foto: Reprodução/Praia Grande Mil Grau