Onça-parda é sacrificada após diagnóstico de grave lesão na coluna

Animal foi achado em caneleta da SP-225 após atropelamento. A fêmea de menos de 2 anos teve rompimento total da medula e veterinários da Unesp de Botucatu disseram que jamais se movimentaria.

Após ser achada imóvel na canaleta, onça-parda foi laçada por equipes do zoo, Rodoviária e Bombeiros e colocada em gaiola: tratamento será em Botucatu — Foto: Polícia Rodoviária/Divulgação

Após ser achada imóvel na canaleta, onça-parda foi laçada por equipes do zoo, Rodoviária e Bombeiros e colocada em gaiola: tratamento será em Botucatu — Foto: Polícia Rodoviária/Divulgação

A onça-parda que foi resgatada no último sábado (9) após ser atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), em Bauru (SP), precisou ser sacrificada no mesmo dia após o diagnóstico de que jamais se movimentaria por conta de uma severa fratura na coluna. A informação é do portal G1.

A fêmea, com idade entre 1,5 e dois anos, foi resgatada por uma equipe do Zoo, com auxílio da Polícia Rodoviária e Corpo de Bombeiros. Numa avaliação inicial, ainda no local do acidente, o animal aparentemente tinha, além das escoriações, uma pata quebrada.

No Zoo de Bauru, o felino recebeu os primeiros socorros veterinários. Foram constatadas escoriações pelo corpo, cortes na língua e uma possível fratura na coluna.

Após ser medicada para dor, a onça-parda foi levada ao Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas) da Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp de Botucatu.

Onça-parda estava imóvel na canaleta da rodovia Bauru-Jaú quando foi achada — Foto: Polícia Rodoviária/Divulgação
Onça-parda estava imóvel na canaleta da rodovia Bauru-Jaú quando foi achada — Foto: Polícia Rodoviária/Divulgação

Na Unesp, os veterinários constataram através das imagens de exames de raio X uma grave fratura na coluna, com rompimento completo da medula espinhal.

De acordo com os veterinários Heloísa Coppini de Lima e Eduardo Burgarelli Mayrink Cardoso, que atenderam o animal, a onça jamais poderia movimentar as pernas e sequer conseguiria urinar e defecar sozinha.

Diante desse quadro, considerado como irreversível e incompatível com a sobrevivência de um animal selvagem, a opção clínica foi pela eutanásia.

O animal foi levado para ser medicado no zoológico e depois será encaminho para tratamento no Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas), da Faculdade de Veterinária da Unesp de Botucatu.

Após ser achada imóvel na canaleta, onça-parda foi laçada por equipes do zoo, Rodoviária e Bombeiros e levada para Unesp de Botucatu — Foto: Polícia Rodoviária/Divulgação
Após ser achada imóvel na canaleta, onça-parda foi laçada por equipes do zoo, Rodoviária e Bombeiros e levada para Unesp de Botucatu — Foto: Polícia Rodoviária/Divulgação