Cachorra morre ao ser esfaqueada pelo dono e ficar com faca cravada no pescoço

Suspeito confessou crime e foi levado à delegacia após denúncia anônima e liberado.

Cachorra morre após ser esfaqueada pelo dono em Rio Claro — Foto: Arquivo Pessoal

Cachorra morre após ser esfaqueada pelo dono em Rio Claro — Foto: Arquivo Pessoal

Uma cachorra morreu após ser esfaqueada e ficar com uma faca cravada no pescoço na tarde de domingo (2), em Rio Claro (SP). O caso foi registrado no plantão policial e o suspeito, que era dono do animal, irá responder por maus-tratos. A informação é do portal G1.

De acordo com a protetora de animais e técnica em veterinária Lucineia Gentil, Princesa foi encontrada no cruzamento da Avenida M 29 com a Rua M 9, no bairro Jardim Floridiana, a três quarteirões da casa onde morava com o suspeito.

A técnica em enfermagem chegou a socorrer a cachorra, que tinha vários ferimentos na cabeça e no pescoço, e acionou o Canil Municipal de Rio Claro, que conseguiu um veterinário para atendê-la, mas Princesa não resistiu à cirurgia.

“Não teve jeito, depois que anestesiaram ela, viram que tinha três facadas na cabeça, uma profunda na nuca e a faca que ficou atravessada na garganta dela cortou a traqueia, repartiu o esôfago dela, ela perdeu a dentição e um pedaço da boca. Foi terrível”, contou.

Suspeito foi detido e liberado

Segundo a Polícia Civil, o dono da cachorra, que também mora no bairro, foi levado à delegacia por policiais militares após uma denúncia anônima.

Durante depoimento ao delegado, o suspeito assumiu o crime e alegou que estava passando por dificuldades financeiras. Ele foi liberado e irá responder por maus-tratos.

Crime

Pela lei nº 9.605/98, praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos pode resultar em prisão de 3 meses a um ano e multa. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Em dezembro do ano passado, o Senado aprovou um projeto que aumenta para até quatro anos a pena para quem maltratar animais. A pena pode aumentar em até um terço (mais de um ano) se o animal morrer. O texto seguiu para análise da Câmara dos Deputados.