Chuva de granizo e fortes rajadas de vento destelham casas e derrubam árvores em Milagres, no Sul do Ceará

Uma árvore caiu e atingiu um carro. Não houve registro de feridos.

Imagens de satélite da noite de quinta-feira indicam a formação de nuvens bem desenvolvidas verticalmente e topos bem frios (cerca de -60°C) sobre a macrorregião do Cariri. — Foto: Funceme 200 vídeos Confira as notícias desta sexta-feira no G1 em 1 minuto - 1ª edição

Imagens de satélite da noite de quinta-feira indicam a formação de nuvens bem desenvolvidas verticalmente e topos bem frios (cerca de -60°C) sobre a macrorregião do Cariri. — Foto: Funceme 200 vídeos Confira as notícias desta sexta-feira no G1 em 1 minuto - 1ª edição

O município de Milagres, na Região do Cariri do Ceará, registrou uma chuva de granizo no fim da tarde desta quinta-feira (23). O fenômeno veio acompanhado de uma forte rajada de ventos. As informações são do Portal g1.

Segundo informações de moradores das localidades dos Sítios Carnaúba e Taboquinha, zona rural da cidade, algumas casas foram atingidas e árvores foram derrubadas. Uma das árvores atingiu um carro. Não houve registro de feridos.

Temporal com granizo destelha casas, derruba árvores e causa estragos em vários pontos da capital acreana
As chuvas em Milagres e Região Cariri estavam previstas segundo a análise feita na quinta-feira pela tarde (23), pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Segundo o órgão, foi observado pela as imagens de radar precipitação nas macrorregiões do Cariri e no extremo-sul do Sertão Central e Inhamuns.

Topo de nuvens bem frios
Sobre o granizo, imagens de satélite da noite de quinta-feira indicam a formação de nuvens bem desenvolvidas verticalmente e topos bem frios (cerca de -60°C) sobre a macrorregião do Cariri, o que tornou o cenário favorável às chuvas, conforme havia sido indicado pela Funceme. O granizo costuma formar-se no interior de nuvens como aquelas observadas sobre o sul do Ceará.

Primeiramente, as gotículas de água na nuvem formam cristais de gelo, quando estes se tornam suficientemente grandes, começam a precipitar em direção à base da nuvem. Fortes correntes ascendentes de ar dentro da nuvem elevam esse granizo para partes mais altas, até que ele volte a cair. Nessa queda, gotículas super-resfriadas se juntam ao material, aumentando o seu volume e massa. Quando o seu peso é suficiente para nada mais deter a sua queda, ocorre a chuva de granizo.

A Funceme reforça que a formação do granizo não está obrigatoriamente ligada à presença de chuvas intensas. Em regiões mais altas, a distância entre as nuvens e a superfície do solo é menor, tornando possível a percepção do fenômeno natural.