Empresa fabricante de ônibus demite mais de 200 funcionários e alega crise provocada pela pandemia

Foram demitidos 270 funcionários nesta terça-feira (21), em Botucatu.

Empresa fica às margens de rodovia, em Botucatu — Foto: Divulgação

Empresa fica às margens de rodovia, em Botucatu — Foto: Divulgação

Mais de 200 funcionários da empresa fabricante de ônibus Caio, em Botucatu (SP), foram demitidos nesta terça-feira (21). A empresa alega crise provocada pela pandemia. As informações são do portal G1.

De acordo com o sindicato dos metalúrgicos de Botucatu e região, houve a rescisão de 270 colaboradores após uma reunião entre a diretoria do sindicato e a empresa.

Em nota, o sindicato afirmou que as rescisões serão pagas de uma única vez, observando a legislação trabalhista. Das 270 rescisões de contrato, cerca de 130 são de colaboradores que já desejavam sair.

Em nota, o Grupo Caio afirmou que “vem divulgando durante este ano, em suas comunicações internas e para a comunidade, que a situação do mercado de ônibus não evoluiu como esperado devido às incertezas políticas e econômicas, também agravadas pela pandemia. Essa instabilidade impacta toda a cadeia produtiva. Fatores externos que influenciaram: a maior parte das frotas de ônibus do país não está trabalhando com sua capacidade máxima; o número de passageiros diminuiu devido à pandemia (necessidade de distanciamento), muitas empresas adotaram o home office (trabalhar em casa), entre outro”.

Ainda segundo a empresa, foram analisadas as melhores soluções a serem adotadas para reduzir o impacto da crise, mantendo a saúde das empresas e o máximo de empregos possível. “Informamos que infelizmente foi necessário o desligamento de alguns colaboradores do grupo para reduzir a defasagem entre a quantidade de pedidos e produtos programados para a produção. É necessário frisar que foram priorizados, o máximo possível, os aposentados e aqueles que gostariam de ser desligados por motivos pessoais”, afirmou.

O Grupo Caio ainda afirmou que está em fase de definição de outras medidas para amenizar ainda mais o período de baixa produção. “Como acordo coletivo, lay-off (lei 476a da clt- bolsa qualificação) e férias. Todas as decisões, presentes e futuras, têm como prioridade fazer o melhor para todos”.