Mãe de jovem achada morta diz que adolescente suspeita do crime enviou mensagem pedindo ‘perdão’ antes de ser apreendida

Delegado disse que garota é suspeita de dar facada em Ariane de Oliveira, de 18 anos. Outros três investigados foram presos; polícia apurou que grupo agiu porque um deles queria saber se era psicopata.

Enzo Jacomini, Jeferson Rodrigues e Raíssa Borges foram presos suspeitos de matar amiga em ritual em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Enzo Jacomini, Jeferson Rodrigues e Raíssa Borges foram presos suspeitos de matar amiga em ritual em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A mãe da jovem Ariane de Oliveira, de 18 anos, que foi encontrada morta em uma mata, disse ao G1 que a adolescente suspeita de participar do crime enviou mensagens a ela pedindo perdão antes de ser apreendida. No texto enviado para a rede social de Eliane Laureano, a menina de 16 anos escreveu ainda que estava no local quando o crime aconteceu e que poderia ter evitado. As informações são do Portal G1.

“Eu sei que você quer tudo menos uma mensagem de alguém que estava lá no dia em que aconteceu, mas eu sinceramente não aguento mais a culpa me corroendo. O fato de que eu poderia ter impedido. Eu queria te pedir perdão por não ter conseguido impedir, por tudo que aconteceu e por ter sido fraca”, escreveu em trecho da mensagem.

A mãe da vítima disse que recebeu a mensagem na noite de quarta-feira (15). De acordo com o delegado Marcos Gomes, que investiga o caso, a menina é suspeita de ter enviado mensagem à jovem para sair e dado uma facada nela. Garota foi apreendida no início da tarde desta quinta-feira (16).

“Ela teria dado uma facada na vítima também. Estaria junto dentro do carro”, disse o delegado.
A vítima ficou sete dias desaparecida após sair para lanchar com amigos e teve o corpo encontrado em uma mata do setor Jaó, em Goiânia, no dia 31 de agosto. De acordo com o delegado, os suspeitos planejaram o crime um dia antes.

Três amigos dela foram presos na quarta-feira (15) suspeitos do crime. São eles: Jeferson Cavalcante Rodrigues, de 22 anos, Raíssa Nunes Borges, de 19, e Enzo Jacomini Carneiro Matos, de 18, que usa o nome de Freya.

O G1 não conseguiu descobrir quem representa a defesa dos suspeitos para pedir uma posição sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

Segundo as investigações, eles agiram porque uma das investigadas acreditava ser psicopata e a forma que pensou de descobrir se de fato tinha algum distúrbio seria matando uma pessoa e avaliando como se sentiria depois.

A adolescente foi encaminhada à Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) e ouvida na companhia da mãe.
Como foi o crime
O delegado responsável pelo caso explicou como o trio se organizou para cometer o crime dentro de um carro:

Eles fizeram uma lista com três possíveis vítimas e escolheram Ariane por ela ser pequena, portanto mais fácil de segurar, caso resistisse;
Os amigos chamaram a vítima para lanchar e a buscaram em casa – Ariane havia dito à mãe que voltaria mais tarde;
Jeferson ficou responsável por levar o carro, forrar o porta-malas com sacos de lixo (para levar o corpo até o local onde ele seria deixado) e providenciar as facas;
Eles colocaram uma música sobre homicídio para tocar durante o passeio e, em um dado momento, o motorista estalou os dedos, o que a Polícia Civil descobriu que era a indicação para Ariane ser morta;
“O Jeferson era o motorista, Enzo estava no banco do passageiro e a Raíssa estava no banco de trás com a vítima. Primeiro o Enzo enforcou a vítima, depois a Raíssa deu as facadas”, descreveu o delegado.

Amigos de Ariane
Mãe da vítima, Eliane Laureano contou que conhecia os suspeitos, pois eram amigos de sua filha. No dia do crime, ela disse que a filha já estava de pijama em casa, quando eles a chamaram para sair.

“A Ariane saía muito e sempre me mandava vídeos com quem ela estava, inclusive, vídeos com eles. No dia, ela estava pronta para dormir e eles a tiraram de casa. A chamaram para morte”, lembrou.