Morre guardador de carros Capoeira, que ficou famoso após ajudar idosa em alagamento

Varlei Rocha viralizou na web após postagem de vídeo em que ele improvisa uma ponte com caixotes para que senhora não se molhasse durante temporal em Copacabana.

G1 encontrou Capoeira em Copacabana após história viralizar na internet — Foto: Marcos Serra Lima/ G1 Rio

G1 encontrou Capoeira em Copacabana após história viralizar na internet — Foto: Marcos Serra Lima/ G1 Rio

O guardador de carros Varlei Rocha Alves, de 51 anos, conhecido como Capoeira, morreu pouco mais de um ano após viralizar nas redes sociais ao criar uma ponte com caixotes para uma senhora atravessar uma rua alagada de Copacabana, Zona Sul do Rio.

A morte foi em 7 de maio, mas só nesta terça-feira (23) veio a público. O site Razões Para Acreditar, que capitaneou uma campanha que arrecadou dinheiro para comprar uma casa para Capoeira, postou uma mensagem lamentando o óbito. O G1 confirmou a informação com familiares.

Após passar mal na casa de parentes, Capoeira foi levado para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Costa Barros, na Zona Norte do Rio, onde já chegou em parada cardiorrespiratória. Na unidade, médicos tentaram manobras de ressuscitação, mas não tiveram sucesso. A causa da morte foi registrada como “parada cardiorrespiratória de causa indeterminada”.

Viúvo – a mulher morreu atropelada anos antes em Copacabana –, Varlei tinha um filho de 11 anos, que é criado pela irmã, a quem o menino chama de “mãe”.

Repercussão

Após o vídeo (veja acima) com seu gesto ganhar o mundo, uma vaquinha virtual organizada pelo Razões Para Acreditar e apoiada por vários artistas arrecadou, em menos de 12 horas, R$ 100 mil – mais que o dobro da meta estabelecida, que era de R$ 40 mil.

A atriz Fernanda Rodrigues, que ajudou na campanha, postou nesta terça-feira ao saber da notícia: “Triste com a partida do Capoeira… Feliz de ter vivido esse sonho com ele! Vá em paz querido”.

A também atriz e participante da corrente de apoio Alice Wegmann postou uma foto de Capoeira com o filho (veja abaixo): “Vamo mandar todo amor pra que ele fique em paz e pra que os corações dessas famílias sejam confortados”.

Com o dinheiro arrecadado, Capoeira comprou duas casas no mesmo terreno na Pavuna, Zona Norte. Morava em cima e deixou o imóvel no térreo para a irmã Claudilene Rocha, que criou o filho de Capoeira, viver com o companheiro e os cinco filhos – incluindo aí o sobrinho, a quem também faz questão de chamar de filho.

*G1