Ex-presidente da Vale e mais 15 vão responder por 270 homicídios

Ministério Público apresentou denúncia na semana em que rompimento da barragem de Brumadinho completa um ano; 11 ainda estão desaparecidos.

MP concede coletiva de imprensa sobre denúncia (Foto: Gisele Ramos/RecordTV Minas)

MP concede coletiva de imprensa sobre denúncia (Foto: Gisele Ramos/RecordTV Minas)

O ex-presidente da Vale, Fábio Schvartsman, outros dez funcionários da mineradora e cinco da empresa de consultoria alemã Tüv Süd vão responder por homicídio duplamente qualificado por cada uma das 270 mortes causadas pelo rompimento da barragem B1 em Brumadinho. A tragédia completa um ano no próximo sábado (25). A informação é do portal R7.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais a partir do inquérito da Polícia Civil nesta terça-feira (21) cita que uma “relação promíscua” entre a mineradora Vale e a Tüv Süd escondeu a falta de segurança da estrutura.

Segundo a investigação, “ficou demonstrada a existência de uma promíscua relação entre as duas corporações no sentido de esconder do Poder Público, sociedade, acionistas e investidores a inaceitável situação de segurança de várias barragens mantidas pela Vale”.

Em trecho da denúncia apresentada nesta terça-feira (21), o MP afirma que a Vale, com apoio da empresa de consultoria alemã Tüv Süd, “operava uma caixa preta com o objetivo de manter uma falsa imagem de segurança da empresa de mineração.”

As duas empresas e 16 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público — 11 são ou eram funcionários da Vale (entre elas o ex-presidente Fábio Schvartsman) e outros cinco, da Tüv Süd.