Bolsonaro decide demitir Roberto Alvim da Secretaria de Cultura após frase similar à de nazista

Assessoria da pasta confirmou queda de dramaturgo após publicação de vídeo.

Bolsonaro demite secretário que usou frase de nazista (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Bolsonaro demite secretário que usou frase de nazista (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir o secretário de Cultura, Roberto Alvim, após a polêmica referências ao nazismo em vídeo divulgado nas redes sociais. Segundo o Estado apurou com auxiliares próximos de Bolsonaro, a situação de Alvim ficou “insustentável”.

Alvim usou uma frase do Ministro da Propaganda da Alemanha nazista ao anunciar o Prêmio Nacional das Artes. O secretário negou citação direta, disse desprezar o Nazismo e falou que houve uma “associação remota e uma coincidência retórica entre os discursos”.

Em vídeo divulgado pela Secretaria Especial de Cultura, Alvim diz que “a arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional”. “Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”, afirmou.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, já foi comunicado da decisão. O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Ramos, avisou os líderes do Congresso que o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros deve anunciar a demissão do secretário.

Após a repercussão do vídeo, políticos e famosos se pronunciaram sobre o assunto. “O secretário da Cultura passou de todos os limites. É inaceitável. O governo brasileiro deveria afastá-lo urgente do cargo”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ).

“Eles nem se escondem mais”, escreveu o músico Marcelo D2. “Ao empregar parte de texto de Goebbels e ópera de Wagner, fundo musical preferido de Hitler,para noticiar seus planos para a cultura brasileira, Roberto Alvim, Secretário de Cultura ,escancara de vez a face Neonazista e criminosa deste DESgoverno de @jairbolsonaro ! Inaceitável!”, comentou a deputada federal Erika Kokay (PT-DF).

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