Belorizontina: polícia confirma segunda morte por cerveja contaminada

Esta é a segunda morte relacionada à doença confirmada oficialmente; um terceiro caso, em Pompéu, é investigado.

Belorizontina: polícia confirma segunda morte por cerveja contaminada

Morreu, na manhã desta quarta-feira, mais uma vítima com suspeita de síndrome nefroneural, doença investigada por suspeita de contaminação por dietilenoglicol, substância encontrada em garrafas da cerveja Belorizontina, da Backer, fabricada na capital. A informação foi confirmada pela Polícia Civil. A informação é do jornal Estado de Minas.

Segundo a instituição, o paciente, cujo nome não foi divulgado, estava internado no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A polícia afirma que trata-se da segunda vítima confirmada oficialmente. A morte de uma mulher em Pompéu, no Centro-Oeste de Minas, foi notificada pela prefeitura local, mas ainda não foi contabilizada.

A recomendação para que ninguém beba cerveja de nenhum lote da Belorizontina partiu da diretora de marketing da Backer, Paula Lebbos. A orientação vale para a Capixaba, que é a mesma cerveja, mas com outro rótulo, destinada ao Espírito Santo.

Em amostras da bebida, a polícia detectou a presença de dietilenoglicol, causador da síndrome nefoneural, que já tem 17 casos notificados em Minas. Análises feitas pela própria Backer atestaram a presença da substância emgarrafas da Belorizontina, uma das 22 marcas da cervejaria.

O dietilenoglicol é usado no processo de resfriamento de cerveja. Mas a Backer garante nunca que usou o produto.

O tanque em que os lotes contaminados foram produzidos está lacrado. Não se sabe, como admitiu Paula Lebbos, se pode haver problemas em algum dos outros 69 tanques. Porisso, segundo a diretora, serão analisadas todas as etapas do processo de produção.

Agentes da Polícia Civil de Minas e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) voltaram ontem à fábrica da cervejaria, no Bairro Olhos D’Água, na Região Oeste de BH, para dar sequência às perícias iniciadas na semana passada. Enquanto isso, a Vigilância Sanitária da capital continua recebendo garrafas de Belorizontina de consumidores. Ontem, foram 385.Com 183 da véspera, total chegoua 568.