Mulher é presa suspeita de encomendar morte de enfermeiro

Segundo a polícia, ela conhecia assassino e já havia namorado com ele.

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil de Maringá prendeu na tarde desta quinta-feira (14) a esposa do enfermeiro Ubyara Delamura de Alencar, de 56 anos, encontrado morto carbonizado dentro do próprio carro depois de ser sequestrado na noite de quarta-feira (13) na Zona 7.

Segundo a polícia, Aline Tomaz Miranda disse que ela e o marido estavam em uma lanchonete e que foram surpreendidos por um homem quando deixaram o local por volta das 23h30.

O criminoso, conforme a suspeita, entrou na porta de trás do automóvel e ordenou que o marido tirasse o carro do local. A mulher foi deixada em uma rua do bairro Miozottis, e o marido levado com o sequestrador. Ainda de acordo com a polícia, ela acionou a PM e registrou boletim de ocorrência em seguida ao acontecido.

Por volta das 2h já da madrugada de quinta, os policiais encontraram o carro com um corpo queimado em uma estrada rural. A mulher contou à Polícia Militar que ouviu o sequestrador cobrando uma dívida de droga e que sabia que o marido fazia uso de entorpecentes.

Ubyara foi encontrado morto em uma estrada rural – Foto: Arquivo pessoal
Ubyara foi encontrado morto em uma estrada rural – Foto: Arquivo pessoal

Mas conforme o delegado Diego Almeida, responsável pelas investigações, a primeira impressão é que a vítima teria sido morta por uma dívida de drogas, mas a polícia suspeita que Aline tenha encomendado o assassinato, para poder ficar com o assassino e com a herança do marido.

DEPOIMENTOS

Na delegacia, a Aline entrou em contradição. Ao ser confrontada com informações, a jovem de 28 anos disse que informou ao executor o local onde eles estariam. E ainda contou que a intenção do suspeito seria de dar um susto no marido.

Dessa forma, a vítima se separaria da mulher, e ela poderia ficar com o amante.

A mulher negou participação no crime, que provocou consternação na cidade. Ela, porém, confirmou que namorou com o assassino quando ficou separada do enfermeiro, e ainda alegou que ele era um homem violento, mas que resolveu não denunciá-lo.

Mas a polícia diz que outras mensagens encontradas no celular da mulher indicam que eles se conheciam bem antes desse período.

Carro estava destruído pelo fogo – Foto: Pinga Fogo
Carro estava destruído pelo fogo – Foto: Pinga Fogo

HERANÇA

Segundo o delegado, a motivação do crime teria sido baseada na herança da vítima. A mulher se casou com o enfermeiro em regime universal de bens, e que quando eles moravam em uma casa avaliada em R$ 600 mil.

A Polícia Civil informou que a prisão do suspeito do crime também já está decretada. As investigações continuam para localizá-lo.

O enfermeiro trabalhava na Secretaria Municipal de Saúde de Maringá, e atualmente trabalhava no posto de saúde do Conjunto Requião.

Funcionários da unidade de saúde contaram que o homem era animado, sempre chegava no horário, e havia comentado recentemente que receberia valores de uma indenização.

Ubiranei Alencar, irmão da vítima, disse que desconfiou da mulher logo após o crime.

“Terrível demais. Um crime bárbaro. Na hora que eu soube, que eu vi como foi o assassinato, eu tinha certeza que era ela porque foi feito um casamento meio ‘às pressas’ e que havia a união universal de bens. Ficou bem claro desde o começo que ela tinha interesse em fazer isso. É uma história bem mal contata, um crime bem mal planejado. Graças a Deus ela foi presa e vai pagar. Eu quero justiça”, disse.

Com informações do G1